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Dívida Imposta pela União

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Presidente do Banco Central do Brasil deve desculpas aos Desempregados!

Fernando Nogueira da Costa, economista e professor, SP

12/01/2018

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (BC), foi premiado como o Central Banker of the Year 2018 em duas categorias: Global e Américas. É a primeira vez que um brasileiro recebe a premiação na categoria Global. O prêmio, promovido pela publicação britânica The Banker, especializada em finanças internacionais, e pertencente ao Financial Times, foi anunciado em 2 de janeiro, em publicação online exclusiva para assinantes.

A versão impressa da revista estará circulando durante o Fórum Econômico Mundial, entre os dias 23 a 26 de janeiro, em Davos, na Suíça.

Em entrevista ao veículo em dezembro do ano passado, Goldfajn afirmou que 2017 foi um ano extraordinário. "Iniciamos 2016 com inflação de quase 11% e, quando assumi, a inflação diminuiu apenas para 9%. Tínhamos um desafio no final de 2016 de ancorar expectativas antes de começar a reduzir as taxas de juros. Ter sucesso nisso nos ajudou bastante porque as expectativas diminuíram antes de a inflação cair", afirmou.

"Ancorar expectativas" é um eufemismo - uma figura de linguagem que tem o objetivo de suavizar uma expressão que possa ser desagradável - para a extraordinária concentração de riqueza financeira e a brutal taxa de desemprego, ambas agravadas com o retardo para baixar da taxa de juros Selic, que esteve em 14,25% aa de 29/07/2015 até 19/10/2016, depois de a taxa de inflação medida pelo IPCA estar caindo desde fevereiro do ano atrasado.

Cada um dos 115 mil clientes do Private Banking acrescentou à riqueza per capita quase um milhão de reais, em 2016, sem colocar dinheiro novo, ou seja, somente devido à taxa de juros elevadíssima, mantida durante quinze meses. A taxa de desemprego atingiu 13,7% em março de 2017: quase catorze milhões de pessoas desocupadas!

O presidente do Banco Central do Brasil deveria pedir desculpas pela taxa de inflação em 2017 ter atingido em 2,95% no ano, provando que houve uma overdose de juros desnecessária ao combate da inflação, apenas benéfica para a casta dos mercadores-rentistas, que o aplaudem, e prejudicial aos desempregados, que o vaiam. Afinal, o Central Banker of the Year 2018 não tem vergonha de seu "erro técnico": ter combatido choque tarifário (preços administrados) e choque de oferta com overdose de juros?!

Quando houve a desinflação de alimentos - graças ao "papai-do-céu" que enviou chuvas e boas safras -, a taxa de inflação caiu, ficando desmascarada a farsa da linguagem de gente de O Mercado: "ancorar as expectivas" foi ter apoio político para agravar a maior depressão da história econômica brasileira!

Essa linguagem tapeia apenas a turma do "me engana que eu gosto"... Os números dos gráficos e tabelas abaixo provam, claramente, a barbeiragem do Central Banker of the Year 2018!

Gráficos e Tabelas













Overdose de Juros Reais (acima da Taxa de Inflação):
  • Taxa de Juros Real Ex-Post em dez/2015:

  • Taxa de Juros Real Ex-Post em dez/2016:

  • Taxa de Juros Real Ex-Post em dez/2017:

Carta de Desculpas do Presidente do BCB aos Desempregados - 2018

Download da Carta (≅ 5MB)

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