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A nova Guerra Fria americana

J. Carlos de Assis, economista, RJ

02/01/2018

Os mortais comuns talvez não se apercebam disso, mas estamos numa guerra promovida pelos Estados Unidos contra a Rússia seguindo uma estratégia bem clara de atrair os russos para guerras parciais fora de seu próprio território, a fim de esgotá-los economicamente. É o mínimo de racionalidade nesse processo: atacar a Rússia em seu território seria desencadear uma guerra nuclear. Os belicistas americanos não chegam a tanto.

Como donos da moeda mundial, pelo menos fora da Ásia, os Estados Unidos não tem limites de gastos. Em nome da segurança americana gastam o que bem entendem. Por outro lado, seus geopolíticos não tem limites na doutrinação sobre como garantir a supremacia de poder no mundo. Diante disso, a partir do fim da União Soviética, avançaram rapidamente sobre países do Leste europeu num processo de progressivo estrangulamento da Rússia.

No começo deu certo. Com a Rússia combalida pela desestruturação soviética, os Estados Unidos incorporaram na OTAN a República Checa, Hungria e Polônia. Depois, Bulgaria, Estônia, Latvia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Embora tenha havido acordos com Gorbachev e Ieltsin para reter o avanço da OTAN para o Leste, isso foi simplesmente ignorado, num tempo em que a Rússia estava fraca demais para reagir.

Acontece então o fenômeno Putin. Com um olho na organização interna do Estado e outro nas fronteiras, Putin reagiu militarmente diante da tentativa de um golpe anti-russo na Geórgia. Posteriormente, impediu que se completasse o golpe na Ucrânia. E deixou claro para a OTAN e aos norte-americanos que não aceitaria a extensão dessa organização até suas fronteiras, ou nas suas costas. O que temos nós com isso? Temos tudo. Veremos a seguir.

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