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Política para Indignados

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Política para Indignados

Ano decisivo para o destino do povo e o destino do país

Roberto Requião, senador, PR

24/02/2018

O ano passado foi o pior de nossa história. Não apenas pelo que aconteceu em termos de destruição de marcos nacionais de interesse público, como a CLT, mas também em termos de aviltamento da soberania nacional, como o perdão prévio às petroleiras estrangeiras de centenas de bilhões de dólares em impostos a serem gerados pela exploração do pré-sal. Tivemos, no passado, governos que acertaram e que erraram. Temos um governo que erra deliberadamente para viabilizar um projeto de desnacionalização.

Isso foi possível pelas condições especiais em que o atual governo surgiu. Sem legitimidade, sem dependência do voto, sem preocupação com eleição, ele garantiu o cumprimento de sua vontade no Parlamento mediante a compra de votos de forma descarada, mobilizando para isso cargos públicos e ministérios, emendas parlamentares, verbas de publicidade, tudo de uma forma sem paralelo na história e espantosamente feito às claras, como se essa fosse a nova normalidade no país.

Sinceramente, gostaria de levar aos brasileiros uma mensagem de esperança. Não posso fazê-lo. Seria um hipócrita. Minha mensagem é de luta. Se não nos juntarmos numa luta de esperança para renovar o Congresso e renovar o Executivo acabaremos numa guerra fratricida, de consequências imprevisíveis. É nosso dever como mulheres e homens comprometidos com o bem comum derrubar as leis, os decretos e as portarias infames do usurpador mediante um referendo revogatório na primeira oportunidade.

O impeachment de Dilma Roussef foi um erro histórico, mas não vamos exigir que aqueles que o cometeram venham a pedir desculpas públicas. Os que têm boa fé sabem que erraram. Espero que compreendam, agora, a extensão dos equívocos feitos também depois do impeachment gerando uma legislação espúria, antinacional e anti-povo. Essa constatação aumentaria a corrente dos que poderão ver o Brasil com alguma esperança em 2018. A linha de corte é assegurar, democraticamente, a candidatura de Lula.

Garanto aos brasileiros que, se escolherem acertadamente seus líderes no próximo ano, sem a odiosa discriminação que as classes dominantes e as elites dirigentes nutrem pelo mais popular de nossos presidentes na História, podemos ter a curto prazo um plano econômico que poderá tirar o Brasil da crise de renda e de desemprego. O contrário será o caos. Completamos três anos de contração e estagnação da economia. O povo não suporta mais as consequências disso na forma de desemprego e queda de renda.

Minha revolta cívica com a situação em que nos encontramos, igual à da maioria dos brasileiros, é que essa crise já poderia ter sido superada. Mas a obsessão do Governo é outra. Está determinado a implantar o neoliberalismo no Brasil até as últimas consequências, mediante a redução do espaço do setor público na economia e na sociedade e ampliação do espaço do setor privado atendendo aos interesses do grande capital financeiro. Fazendo isso, através de uma escalada de privatizações e de achatamento dos salários, ele não tem tempo de governar para o crescimento da renda e do emprego. Nosso desafio é reverter isso. E o caminho para isso é garantir Lula na disputa presidencial.

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